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domingo, 5 de abril de 2009

Premiação do FESTIN a força do teatro infantil potiguar

O Teatro infantil além de ser uma arte apaixonante e divertida tem uma importância fundamental na educação. Ele pode abrir as portas para as crianças do universo de vocabulários, memorização, socialização, coordenação, criatividade entre outros benefícios, além de nos levar ao mundo do ¨Faz de Conta¨. A consciência da abrangência desse segmento artístico foi demonstrado durante a solenidade de premiação do 1° FESTIN - Festival de Teatro Infantil de Natal que aconteceu na última segunda-feira, dia 30, no do Teatro Alberto Maranhão.

A solenidade contou com a presença de muitos artistas participantes do festival, bem como de diversas autoridades culturais que receberam menções honrosas pelos serviços prestados em prol do teatro infantil, são eles: o ator Zezo, o presidente da Funcarte, Cesár Revorêdo, o presidente da FJA, Crispiniano Neto, a diretora do TAM, Hilneth Correia, o diretor geral do SESC/RN, Marconi Marinho e o vereador Ney Júnior (DEM).
A grande vencedora da noite foi a peça teatral "A Cigarra e a Formiga", uma fábula do autor francês La Fontaine que estará em cartaz neste domingo, dia 5, no Teatro Alberto Maranhão, às 17h, para comemorar a conquista dos Prêmios de Melhor atriz, direção, adaptação e espetáculo.

Os espetáculos que participaram da mostra competitiva entre grupos de teatro infantil profissionais foram selecionados por uma comissão indicada pela organização do evento, e fez parte das comemorações dos 105 anos do TAM e marcou também o Dia Mundial do Teatro (27 de março). A programação do Festival abrangeu um total de oito montagens de sete companhias teatrais de Natal e Mossoró.

O principal objetivo do festival foi mostrar e valorizar o teatro infantil potiguar, contribuindo assim para seu maior crescimento e visibilidade, além de inserir a cidade de Natal no cenário nacional do teatro infantil e dos grandes festivais. Oportunizar a comunidade escolar infanto-juvenil a participação no evento, assistindo os espetáculos, formando e educando a platéia mirim para o teatro.

O evento tem a pretensão de acontecer anualmente na capital potiguar, levando espetáculos de qualidade de artistas locais ao público em geral, integrando assim o calendário oficial de eventos culturais de Natal. O FESTIN foi aberto ao público em geral, com entrada a preço popular, já que foi realizado com recursos próprios da organização, contanto apenas com um apoio cultural do SESC, Fundação José Augusto e Fundação Capitania das Artes

O festival foi criado pelo jornalista e produtor cultural Amaury Júnior, que explica, "o nosso Estado é carente de festivais de teatro, impossibilitando assim a troca e o estimulo à vivências teatrais entre os grupos. O FESTIN pretende promover o desenvolvimento cultural da nossa Região, na medida em que estimula toda a cadeia produtiva das artes cênicas, gerando emprego e renda no setor, criando novas oportunidades e promovendo a formação profissional de todos os que se dedicam à atividade teatral, além de oferecer visibilidade para novos artistas e possibilidade de acesso a outros eventos de caráter nacional". Escolas públicas e privadas formaram excursões para assistirem aos espetáculos. O festival teve um público estimado em duas mil pessoas.

A comissão julgadora do Festival foi formada por Dimas Carlos (Coordenador das Casas de Cultura do RN - representando a FJA), Marcos Martins (Diretor do Teatro Sandoval Wanderley - representando a Funcarte) e Judilson Dias (Coordenador cultural do SESC).

RESULTADO DA PREMIAÇÃO FINAL:
Melhor ator: Alex Ivanovichi (Traquinos Circo)
Melhor atriz: Rita Varela (A Cigarra e a Formiga)
Melhor ator coadjuvante: Pedro Queiroga (Traquinos Circo)
Melhor atriz coadjuvante: Ramona Lina (A Pequena Sereia)
Melhor direção: Rita Varela (A Cigarra e a Formiga)
Melhor texto original: Pluft, O Fantasminha (Maria Clara Machado)
Melhor adaptação: A Cigarra e a Formiga (Rita Varela)
Melhor trilha Sonora: A Pequena Sereia (Clenor Jr.)
Melhor iluminação: Pluft, O Fantasminha (Costa Filho)
Melhor operador de som: Na Trilha da Ilha da Caveira que Ri (Hanna Costa)
Melhor opedador de luz: A Pequena Sereia (Clenor Jr.)
Melhor maquiagem: Romão e Julinha
Melhor figurino: Traquinos Circo (o grupo)
Cenografia: Pluft, O fantasminha (Costa Filho)
Revelação: Tiana Câmara (Pluf, O Fasminha)
Melhor espetáculo (1° lugar): A Cigarra e a Formiga (RV Produções Artísticas)
Melhor espetáculo (2° lugar): Traquinos Circo (Cia. Artes e Traquinagens)
Melhor espetáculo (3° lugar): Pluft, O Fantasminha (Cia. Manacá)
Repórter: Augusto César Gomes

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